domingo, 29 de janeiro de 2012

Meteorização Física

Neste tipo de meteorização incluem-se processos, tais como a acção da água, a acção do gelo, a acção dos seres vivos, do calor, o crescimento de minerais e o alívio de pressão.

Acção da água - a água constitui o mais importante factor de alteração das rochas. A alternância de períodos secos com períodos de forte humidade, resultantes da variação cíclica de teores em água das rochas, originam aumentos de volume e retracções, gerando tensões que conduzem à fracturação e, eventualmente, à desagregação do material rochoso. A própria acção da água da chuva sobre as rochas também contribui para a sua meteorização.

Crioclastia - Por diminuição de temperatura, a água acumulada nas fracturas e fendas das rochas acaba por passar do estado líquido para o estado sólido. Este acréscimo de volume vai exercer forças expansivas que vão aumentar as fissuras já existentes, ou originam novas fissuras, contribuindo assim para a desagregação da rocha. Logicamente que uma rocha muito porosa e fissurada desagrega-se com mais facilidade que uma rocha pouco porosa e fissurada.

Fig. 2 - Esquema representativo da acção da Crioclastia.

Acção dos seres vivos - A implantação de sementes nas fracturas de rochas porosas e com fraca resistência estrutural pode contribuir para a desagregação das mesmas. As suas raízes são responsáveis pelo alargamento das fendas pré-existentes, com consequente separação dos blocos rochosos.
Também certos animais como os coelhos, as formigas, entre outros, ao cavarem as suas tocas e galerias aumentam o grau de desagradação e expõem, ainda mais, as rochas a outros agentes de meteorização.

Termoclastia - provocada pela variabilidade da temperatura na superfície dos materiais rochosos, o que lhes provoca uma variação de volume: estes dilatam-se, por reacção a temperaturas elevadas,  e contraem-se por reacção ao arrefecimento. Em locais com grandes amplitudes térmicas diárias, como os desertos, a meteorização dos materiais rochosos ocorre principalmente por este processo.

Haloclastia - A água que existe nas fracturas e poros das rochas contém sais dissolvidos que podem precipitar e iniciar o seu crescimento exercendo uma força expansiva, que contribui para uma maior desagregação das rochas.

Fig.3 - Fenómeno de Haloclastia.

Alívio de pressão - A redução de pressão sobre uma massa rochosa pode causar a sua expansão e posterior fragmentação. As rochas formadas em profundidade sob grande pressão, quando são aliviadas do peso das rochas sobrejacentes, expandem, fracturam e formam diáclases.
Este alívio de pressão, conjugado com a alteração química, provoca o aparecimento de camadas concêntricas de capas algo semelhantes a escamas de cebola. Esse processo designa-se disjunção esferoidal.

Fig.4 - Diacláses e Disjunção esferoidal.


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