domingo, 29 de janeiro de 2012

Meteorização Química

Este tipo de meteorização pode ocorrer com alteração da composição química e mineralógica dos minerais constituintes do corpo rochoso, podendo verificar-se a formação de minerais novos ou de neoformação. As acções químicas são provocadas sobretudo pela água, com diferentes substâncias dissolvidas ou em suspensão, e pelo ar húmido. Originam-se, assim, reacções de dissolução, hidratação, oxidação, redução, hidrólise, etc. As acções químicas são menos intensas nas regiões de clima desértico e nas regiões que se mantêm geladas todo o ano. Este tipo de meteorização é mais frequente em regiões quentes e húmidas.


Esta meteorização pode ocorrer de duas maneiras distintas:
- Os minerais são dissolvidos completamente e posteriormente podem precipitar formando os mesmos minerais. Ex: calcite ou halite.

- Os minerais são alterados e formam novos minerais. Ex: feldspato e micas que normalmente originam minerais de argila.

Os principais agentes desta alteração mineralógica são:
  • a água, com diferentes substâncias dissolvidas;
  • o oxigénio e o dióxido de carbono atmosféricos;
  • substâncias produzidas pelos seres vivos;
  • a temperatura, uma vez que influencia a velocidade das reacções.
Destacam-se os principais processos de alteração química:

Hidrólise: A hidrólise dos materiais rochosos, é uma reacção química lenta e específica, em que os iões dos minerais reagem com os iões H+ e HO- da água, podendo originar novos minerais. Como exemplo, apresenta-se a meteorização por hidrólise de um feldspato.
Na natureza a acidificação da água é um fenómeno frequente, pois o CO2 atmosférico, ou o existente nos solos, pode reagir com a água formando ácido carbónico, que tem tendência a ionizar-se.

Estas águas acidificadas reagem com o feldspato potássico (mineral que ocorre, por exemplo nas rochas graníticas), originando a caulinite – mineral do grupo das argilas, com grande interesse para a indústria cerâmica. Este exemplo de meteorização é representado pela reacção química:

O fenómeno denomina-se caulinização, ocorrendo frequentemente nas rochas graníticas, que a pouco e pouco, se vão alterando, pela transformação dos feldspatos em minerais de argila.

Dissolução - Na dissolução ocorre a reacção dos minerais com a água ou com um ácido. A ligação entre os dierentes iões é quebrada e os iões livres ficam dissolvidos numa solução. Exemplo: A halite é um mineral extremamente solúvel, quando comparado com o quartzo. Ao colocar halite na água obtemos água salgada com iões de sódio e de cloro dissolvidos.

Outro dos exemplos reside no facto do calcário poder ser dissolvido pela água da chuva (água que apresente uma acidez média alta/alta).
Dum modo geral, os calcários ostentam uma densa rede de diaclases. Não fosse a comum existência dessa rede de fracturas, os calcários seriam rochas bastante impermeáveis. É a circulação da água da chuva por essas diaclases que leva ao seu progressivo alargamento, dando origem a formas de relevo características das regiões calcárias: o Relevo Cársico.
Os calcários são rochas fundamentalmente constituídas por um mineral a que se dá o nome de calcite (carbonato de cálcio: CaCO3). Sendo este mineral facilmente atacado pelos ácidos, quando em contacto com as águas ácidas que neles circulam pelas diaclases, ocorre uma reacção química característica, conhecida por carbonatação, da qual resulta bicarbonato de cálcio dissolvido na água. A lenta mas contínua circulação das águas pelas diaclases leva à dissolução do calcário.

Por este processo, as fendas vão-se alargando e coalescendo umas com as outras, o que, em casos extremos pode levar à formação de longos e largos canais subterrâneos, por onde se dá uma intensa circulação da água. Em Portugal continental, os maciços calcários da região centro (Fátima, Minde, Ourém), são bons exemplos de locais onde ocorre a formação de grutas e galerias subterrâneas.

Oxidação/Redução - Processo de meteorização química, pelo qual o oxigénio atmosférico (pode estar dissolvido na água) reage com os iões dos minerais, produzindo óxidos.
Este processo é especialmente importante na meteorização de minerais, com teores de ferro elevados (minerais ferromagnesianos – olivinas piroxenas e as anfíbolas).
O ferro, que faz parte de alguns dos minerais mais comuns como a biotite e a olivina, pode ser facilmente oxidado pela seguinte reacção:
4 FeO + O2 -> 2 FeO3,

sendo o 4 FeO o óxido ferroso e o  2 FeO3 o óxido férrico.

Por este processo, formam-se novos minerais, com o ferro na forma oxidada, como a hematite. O ferro oxidado torna-se insolúvel em água, precipitando-se no meio em que se encontre, devendo-se a este facto a coloração avermelhada dos produtos deste tipo de meteorização.
Hidratação/Desidratação - Este processo de meteorização envolve a combinação química de minerais com a água (hidratação) ou a sua remoção de outros (desidratação). No caso da hidratação, ocorre um aumento de volume que facilita a desintegração das rochas por acção da hidrólise.

Exemplo de uma hidratação:
Exemplo de uma desidratação:
 

Em suma, por acção da meteorização química obtêm-se produtos químicos (iões e novos minerais), que constituem um outro tipo de sedimentos de origem não detrítica. Tal como ja foi referido, podemos considerar um outro tipo de meteorização química que se designa por meteorização químico-biológica e é causada pelos processos metabólicos dos seres vivos que, ao produzirem fluidos e ácidos podem potencializar a meteorização das rochas.





 

4 comentários:

  1. Muito bom, bastante preciso, me ajudou muito!!! ADOREEIIII <3<3<3

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  2. era izatament isso k ew tava procura,,,,,,,,,, valeu MUITO OBRIGADO

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  3. muito bom. eu recomendo. ajudou bastante à estudar para um teste

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